quarta-feira, fevereiro 1

Ainda as Sondagens


À cerca de quatro anos e meio, disputara-se renhidamente as eleições para a Câmara Municipal de Lisboa, entre Pedro Santana Lopes e João Soares.

Na última semana de campanha, perante a existência de um empate técnico entre os dois candidatos, chegaram-se a fazer apelos extremos ao voto anti-fascista em João Soares!

Na edição antecipada para a 6ª feira, ante-véspera das eleições, o jornal «Expresso» publica uma sondagem que dá uma vantagem confortável a João Soares (quase 10%).

Os resultados todos os sabemos: Pedro Santana Lopes foi eleito Presidente da Cãmara de Lisboa por uma pequeníssima vantagem (embora se viesse muito depois a saber que, decorrente da fraude eleitoral na Freguesia de Alvalade, a nossa 'Flórida', o vencedor teria na realidade sido João Soares).

Qual a influência da sondagem do «Expresso» nos resultados eleitorais de Lisboa?
Santana Lopes, pioneiro das campanhas de vitimização pessoal, ainda hoje deve acreditar que foi prejudicado.
Mas sabemos bem que o voto à direita estava bem definido, e o problema encontrava-se no eleitorado de esquerda, averso à figura pouco simpática de João Soares.
Para mim, o efeito foi bem claro.
Parte daquele eleitorado de esquerda cujo voto útil estava a ser mobilizado para derrotar Santana Lopes, perante uma anunciada vitória clara de João Soares pelo «Expresso», ficou em casa.

Consequências e ilações?
Perante rotundo falhanço, a empresa de sondagens foi despedida.
Foi exactamente por esta razão que o «Expresso» passou a contratar os serviços da EUROSONDAGEM.

(E eu deixei de comprar o «Expresso»...)

1 Comments:

At 22:33, Blogger Tonibler said...

Eleitorado esse completamente diferente daquele que as empresas de sondagens convenceram a votar Manuel Alegre ai dizerem que Mário Soares ia perder? Ou aí deveriam ter dito que ia ganhar? Já não percebo nada, Garcia...Decida-se, devem dizer que ganham ou que pardem???

 

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