segunda-feira, março 13

Saudades da Maria da Fonte

Aproxima-se um ciclo de intensa actividade política no interior do Partido Socialista, decorrente da realização de eleições sucessivas para os diferentes orgãos (locais, concelhios, federativos e nacionais).
Nestas alturas, os militantes são chamados para escolher os seus dirigentes e a dar o seu contributo individual, a participar.

O paradoxo deste frenesim consiste na coexistência de um espírito verdadeiramente militante, em estruturas conservadoramente desadequadas e aversas a qualquer tipo de militância verdadeira.

É claro, o problema não é exclusivo do PS.
Abrange todos os partidos políticos e muitas estruturas da dita 'sociedade civil' quando atingem uma determinada dimensão.

Como é dos livros, a mudança pode ser feita gradualmente, através de reformas, ou repentinamente, numa revolução*.
Se em democracia o poder está no voto individual, ambas as vias estão sempre em aberto.
Basta que a maioria, por exemplo, vote numa proposta revolucionária - a fusão massiva de Secções (numa lógica não muito diferente da questão das Freguesias...).

O problema é que poucos propõem reformas, e ninguém ousa apresentar ideias revolucionárias...


*O que poder-se-á entender como revolução nos dias que correm tão moderados e apaziguadores?

8 Comments:

At 10:12, Blogger Tonibler said...

Que tal, Mario Garcia, ser verdadeiramente revolucionário e apresentar a moção "Antes de recolhermos o dinheiro das secções vamos perguntar de onde veio!". Ou ainda "Não voltaremos a fazer do homem da mala primeiro-ministro!".

Isso sim, era trabalho!

 
At 13:44, Blogger Mario Garcia said...

Isso é trabalho para quem não está interessado em fazer nada de construtivo mas prefere lançar ou empolar boatos e calúnias.

Preferia antes perguntar de onde vem o dinheiro dos Belmiros, para as OPA's e afins. A escala é muito maior e relevante...

 
At 23:06, Blogger Tonibler said...

Não Garcia. Aí, é que está enganado. Mas pode explicar-me de onde veio o dinheiro que sustenta o PS e que deve andar por volta dos 20 mios de contos por ano. Veio das quotas? Então vem de onde? Garcia, prefere não saber e ser conivente ou prefere o ridículo de chamar calúnia aquilo que é gritantemente óbvio?

De onde vem o dinheiro Garcia?

 
At 00:04, Blogger Mario Garcia said...

Caro Tonibler,

Aproveito para lhe pedir a 'fonte' desse seu dado dos 20 milhões.
E veja também qual é a subvenção estatal.
Para já, eu vou pagando as minhas quotas.
E vou participando e fazendo alguma coisa em concreto...

 
At 15:57, Blogger Tonibler said...

É estimativa, não é fonte. Pegue numa qualquer organização que faz o marketing que o PS faz, que sustenta as pessoas que o PS sustenta e chega, facilmente, aos 30 mios. 20 é fazer a conta por baixo, deve ser aquilo que custa o PCP.

Mas a pergunta não se deve fazer é? É melhor nem sequer saber? A acusação de financiamento ilegal de partido que foi feita a Fátima Felgueiras, sabe que partido é? Qual foi a última vez que o PS apresentou contas credíveis? Sabe que nunca???

A sua ideia de participação é ser membro de uma organização acusada de ser criminosa?

 
At 01:13, Blogger Mario Garcia said...

Mais uma vez temos o Tonibler, na bancada a gritar contra os jogadores, o treinador, o árbitro, a bola ,o tempo, etc.

Qual foi a última vez que fez alguma coisa de construtivo.

Em relação ao resto, como sou Economista de formação, preciso de alguns dados reais, mesmo para fazer estimativas. Castelos de vento não me servem...

 
At 23:59, Blogger Tonibler said...

Pois é caro Garcia, quem faz coisas realmente construtivas na vida sabe estimar com facilidade os custos de tal "empresa". Quem fica de fora a olhar, esses realmente precisam dos dados que batam com os livros....

Sabe Garcia, há pessoas que nasceram para construir e pessoas que nasceram para estar nos partidos.

 
At 15:59, Blogger Mario Garcia said...

Você tem cá uma lata...

 

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