sexta-feira, setembro 24

Voltei à escola ... Será ?

Voltei ontem à escola. Pelo menos assim pareceu.

Não desfazendo em todos os funcionários públicos, que os há bem diferentes, não deixa de ser verídico que são mais marcantes as "ovelhas negras" no processo de formação da imagem.

Desci novamente ao país real o que principalmente me acontece quando contacto com alguém do "estado". É bem certo que uma parte do atraso de produtividade do nosso país se deve à falta de organização da "máquina" estatal ou aparelho ("conjunto de peças ou mecanismos que formam um instrumento capaz de executar determinadas operações";"conjunto de órgãos necessários para desempenhar uma função num corpo organizado" in dicionário da língua portuguesa da Porto Editora) mas existem muitos "personagens" que deixam muito a desejar.

Não tenho nenhumas ilusões de ser uma excelência em organização ou ensino mas existem limites que não posso deixar passar em claro. Vou apenas falar de dois que se passaram comigo ontem na prometida reunião com os pais.

Começámos pelos "recados" da professora, pois assim foram transmitidos, que todos copiámos do quadro (relembrando todos a época em que tinhamos seis anos) para que não esquecêssemos nada. É com certeza esta escola que vai preparar os alunos para a era da informatização, da qual certamente que mais de metade saberá mais que "ela". Será falta de organização, apenas esquecimento, vontade de nos fazer reviver velhos tempos ou puro laxismo ?

Mais grave foi quando tive que falar na estratégia pedagógica para o fabuloso ano que se avizinha. Respondeu a professora que ela não iria esperar pelas turmas que não tinham professor (fiquei mais descansado pois não vejo como poderia segurar 20 crianças ávidas de aprender durante pelo menos duas semanas sem que ficassem logo desmoralizadas) mas, pasme-se, porque tinha que cumprir o programa. Não ficaria espantado se fosse sua vontade principal de que os seus educandos ficassem bem preparados mas é que o disse e redisse como se tivesse medo da avaliação de desempenho que aí vem. Será que podemos ter funcionários públicos desejando servir quem deles necessita ? Será que quem não tiver possibilidade de ir para a "concorrência" tem que se sujeitar a isto ?

Acordei do pesadelo. Esta não era a professora do meu filho pois tinham juntado duas turmas na reunião.

Ficarei esperançado que a outra possa ser melhor! Será ?

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