sexta-feira, julho 23

Clientelismo de 1º Grau

A Administração Pública está a implementar um sistema de avaliação por objectivos, aplicável a organismos, chefias e funcionários.

É um sistema que, a ser correctamente aplicado, não só permitirá melhorar o funcionamento generalizado da ‘máquina do Estado’, como reformar o desacreditado sistema de avaliação dos funcionários públicos, procurando distinguir o mérito da mediocridade.

Paradoxalmente, tomou posse esta semana o mais inacreditável e inimaginável elenco governativo, só possível graças ao apurado ‘sentido de Estado’ de Santana Lopes e ao complexo equilíbrio de interesses entre o PSD, o PP e todos os respectivos lobbies satélites. Aliás, Pacheco Pereira foi fulminante quando afirmou que, sabendo a pasta e o nome do titular, facilmente percebia de quem tinha partido a escolha.

Não deixa pois de ser curioso que, num momento em que se procura avaliar a performance dos funcionários públicos, objectivando a adequação das suas competências a objectivos bem definidos, vemos um Governo em que a candidata a titular da pasta da Defesa, num espaço de duas horas, é a mais adequada às Artes e Espectáculos, só para referir o exemplo mais anedótico da novela Santanista.

Quando até no clientelismo de 1º grau o Estado-Maior de Santana Lopes consegue meter os pés pelas mãos, o que poderemos esperar deste Governo?

Talvez acreditar que mal-dita Função Pública aguente o Estado, para que estes senhores o desfrutem convenientemente


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